sexta-feira, 20 de março de 2015

sexo vespertino: prós

depois do almoço, tempo suficiente para não estar mais com sono nem com o estômago cheio
com a luz do sol já mais fraca possibilitando uma visão agradabilíssima do corpo alheio (para mais efeitos de luz, testar cortinas e lâmpadas)
a possibilidade de recuperar energias para repeteco à noite
não ter preocupação pois se pode-se transar à tarde é fim de semana ou se está desempregado
depois do rela-rela, um café esperto

quarta-feira, 11 de março de 2015

toda a tenebrosidade
da sua alma
que penetra na minha
através do seu olhar
que me analisa,
julga
e conclui.
todo o respeito por uma pessoa
desperdiçado
num olhar

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

paraíso meu

eu sei que você não é nada perto de tudo o que pode ser, e eu tão pouco (nadica de nada). já ouvi dizer de gente que traz de volta o nosso amor, mas sempre senti que nunca ia precisar disso. já ouviu dizer que quando perdemos algo e não achamos é porque nunca foi mesmo nosso? não tenho que temer, tudo pode ser, nada vai acontecer. sorria, na nossa vida é alegria. quando o corpo junta é uma sintonia que sinto igual desde a primeira vez, sempre dá uma emoção e medinho tão gostoso. nossa força de amantes é também uma força de amizade e de compreensão. tudo combina, é tão lindo. as descobertas juntos são como pactos secretos que fizemos sem saber nem dizer nenhuma palavra, sequer veio à consciência, apenas sabemos. e quando o toque vem e acalma e daí a pouco já é incêndio e a saliva escorre pelo corpo junto com o suor que sobrou de nossa aventura perfeita e pessoal. alinhados à simetria mística da união caminhamos sobre a linha da dúvida do inevitável, da perenidade do efêmero, na velocidade da luz em câmera lenta dando voltas e voltas e voltas. não existe resultado e a ignorância define todo o resto. agora é o paraíso meu. é nosso. é ainda nada perto de tudo o que pode ser.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

gente ao redor #1: luisa

a menina que não toma leite e chora à toa.

esses dias me peguei na sua cama, abraçadinhos, com você chorando no meu ombro e eu te contando como é especial. ontem você fez muito quibe, nunca vi tanto quibe, e me ofereceu pra comer. hoje comi muito quibe de novo. você me ensinou a comer e a cozinhar sem leite e achar tudo muito gostoso. hoje eu acho a coisa mais legal falar: essa comida foi feita com 0 leite (e como é difícil achar comidas assim). há alguns meses me peguei sentado com você no lua nova e depois no piolho, tomando brahma, falando mal de bh e da nossa vontade de cair no mundo, ouvindo histórias ainda boas do outro caio. há alguns meses eu te via no seu quarto e eu no meu e tinha vontade de entrar pra prosar à toa, mas tinha vergonha. hoje tenho menos. e pensar que há mais tempo ainda você era a princesinha e eu era o pão duro e não nos dávamos. eu tinha ciúme de zé e você também. ainda bem que agora somos irmãos e te conto tudo. você, tão parecida comigo e eu caminhando por aí te achei dando sopa e combinou justo com o que eu precisava. ainda bem que mudamos tanto, pois nos vemos hoje e nem nos reconhecemos tanta abertura ao mundo e vontade de crescer mais.

ela mora comigo e no meu coração.
o bigode falho
os dedos finos
a saudade

a saudade

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

minha pele está descascando
espero que de dentro saia
01 novo ser
melhor

aflorou

é belô, afoxé, todo o mundo andando a pé. a cidade, que diferente fica. de repente nem aparecem a hostilidade e a pressa. some o véu gris que cobre o cotidiano e fica só a mágica. pelas ruas dos bairros as pessoas passeiam livres. cantamos, dançamos, fazemos tanta coisa, né, luísa? a felicidade é de todos, sintonizados na energia que flutua sobre tudo. até aqueles que não acreditam sentem a força desse momento, a magia dos dias que duram com o amor e a liberdade. você não imagina a beleza que esse seu sorriso tem, rapaz. lindo, como você. toda alegria expressa é janela do espírito do mundo em que vivemos. todos sabem cantar a música, todos sabem dançar, todos sabem os passos e qual caminho seguir. o fim demora a chegar porque o sentimento é eterno. não morre nas pessoas. a paz há de ficar e trazer mais amor para que sejamos foliões sempre nas vidas nossas. e a época de lembrar do que é bom virá de novo. aflorou. o som do tambor do meu coração batendo.

Aflorou by PPK on Grooveshark